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corporativos e culturais

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a importância da cultura

empresas precisam ir além do marketing e inserir seus produtos na cultura

a morte lenta da propaganda atingiu seu ponto crítico. Igualmente importante, a percepção ou intuição dos líderes das corporações fará com que suas novas estratégias de marketing sejam embasadas não através da mídia, mas da cultura.

a ineficiência e a irrelevância dos meios tradicionais de publicidade está se tornando aparente. Jornais e revistas estão sendo eclipsados pela internet. Compartilhamento de músicas, rádio via satélite com podcasting (download de listas de execução personalizadas) estão erodindo o "ouvido burro" dos ouvintes da rádio comercial. TVs pagas, DVDs e novos sistemas que estão despontando arrancam o controle do assistir passivo das grandes redes de TV. Telespectadores passam 60% do tempo dos comerciais assistindo a outros canais e não aos anúncios. E estão chegando os DVRs (digital video recording) que oferecem a opção da completa exclusão dos comerciais quando se grava um programa. Adeus aos spots de 30 segundos!

mas as novas tecnologias que liberam os consumidores da grande mídia são apenas parte da história. Uma revolução muito maior é a série de novas tendências culturais que levam o consumidor a rejeitar o marketing artificial e enganoso. A atitude das pessoas frente às grandes empresas migrou do acreditar para a mais completa rejeição.

os consumidores estão fartos de conversa, meias-verdades e promessas vazias. Eles percebem estes "grandes esforços" de propaganda das empresas como comuns, ou mais uma promoçãozinha ou qualquer outra invenção... E, por sua vez, constroem seus juízos cada vez mais baseados na troca de informações sobre as empresas, seus produtos e serviços. Há sites especialmente voltados para que os usuários divulguem suas opiniões sobre o mercado, e o controle das informações passou definitivamente das empresas e de seus marketeiros para os consumidores.

a "massa", no marketing de massas, se tornou um anacronismo. No lugar de uma massa indisciplinada, formada por muitas sub-culturas fragmentadas, surgem sub-culturas que desejam, cada uma, ser satisfeitas. Tentar alcançar cada pessoa em seu tempo e em suas necessidades simplesmente não funciona com os atuais métodos de propaganda de massas.

muitos negociantes encontram refúgio no lado puramente tecnológico desta transformação. Colocam o foco de suas ações em ferramentas sofisticadas que lhes dão uma versão aperfeiçoada do mesmo velho marketing. Quando anunciam on-line, por exemplo, ficam ansiosos para avaliar o número de clics em seus anúncios. Quanto mais clics tiver, mais os consumidores estarão interessados em seu produto, então o anúncio está funcionando. Certo? Errado!

quem se baseia nessa premissa cai numa armadilha. O paraíso dos tolos. Isto apenas reposiciona o marketing tradicional um degrau ou dois no avanço tecnológico, mas pode dar a falsa impressão do sucesso, baseado em números de clics ou superexposição. Os consumidores de hoje, saturados disso, estão vacinados quanto a esse "sucesso". O desafio é passar dos clics para o contato, porque é o contato que gera vendas.

investir em cultura

não é preciso complicar. Simplesmente admita que, no novo cenário de marketing, a cultura é a nova mídia. Para objetivos de marketing, os velhos canais da mídia não funcionam mais. Através da cultura, e só através dela, as empresas alcançarão os consumidores na "propaganda" do futuro. E o que é "cultura"? É aquilo pelo que o povo é apaixonado. É música, moda, linguagem, tecnologia, enfim, o espírito das gerações. É a maior ferramenta de transformação e crescimento conhecido pela humanidade.

marketing cultural relevante é aquele que imerge uma marca nesses elementos da cultura. Pense nisso como um tipo de engenharia genética onde você insere o DNA de sua marca no caldo de cultura do DNA de seu mercado. Feito isto, esta abordagem fará com que sua marca seja praticamente indistinguível da cultura ao redor, como duas seqüências de DNA fundidas e tornadas uma só. E isto tornará também o relacionamento com os consumidores mais duradouro.

a lição para os empresários é simples: você pode comprar mídia, mas precisa investir em cultura.

 

eventos culturais / marketing cultural

o objetivo de anita eventos nesta área é facilitar a produção de obras culturais colaborando com a captação de recursos através da iniciativa privada e do governo.

veja aqui a orientação do Ministério da Cultura

patrocínio é consequência de um trabalho bem realizado com o cliente-público. O produto cultural deve ser visto pelo patrocinador como uma ponte de interlocução com seu cliente. Isto é o que realmente interessa ao patrocinador. A relação do agente cultural com patrocinador às vezes ainda é vista como mecenato - aquele que sustenta a arte por seu valor intrínseco. Isto simplesmente não existe. O patrocinador não tem interesse em sustentar carreiras de artistas.

o interesse está no poder de transferência de valores positivos para a marca patrocinada perante o público. Para esse fim é necessário definir o produto certo para a empresa certa, agregar valores positivos à marca patrocinadora por meio de ações socialmente responsáveis e divulgar positivamente a marca patrocinadora, fazendo-a presente com assinatura institucional em produtos como livros, agendas, calendários, cartões postais, etc.

o estudo da proposta é a primeira coisa a ser feita, para verificar-se a possibilidade da sua adequação às leis de incentivo.

um produto cultural de qualidade conquista o público e efetiva o patrocínio. É preciso estabelecer claramente perante ao mercado os diferenciais do produto - atributos artísticos, técnicos, estéticos, sociais e éticos que levam à sua identificação para com o público. É preciso definir quais os efeitos e imagens pretendidas pelo produtor cultural e realizar análise constante da sua receptividade, bem como ter as respostas para as perguntas sobre os objetivos (o que?), as atividades (como?), o cronograma (quando?), as responsabilidades (quem?) e os recursos/custos (quanto?).

é preciso definir o público alvo, e, uma vez definido, entender o que o faz mover-se até uma sala de espetáculos para consumir este produto cultural (infelizmente nestes casos o público, muitas vezes, não é considerado cliente, os espetáculos em volta não são considerados concorrentes).

por fim, elaboramos o projeto formal para as leis de incentivo , com seus formulários, documentos, planilhas, etc... Nesta fase acompanhamos o processo até a aprovação dos órgãos competentes.

 

políticas de patrocínio

como política de patrocínio pode-se estabelecer cotas. Cota master (colocação privilegiada da marca em banners e etc.), cota standard, de convites, cota de livros, etc...

a
comunicação é a via de duas mãos. Por uma delas, envia-se mensagens pensadas e direcionadas para suprir uma necessidade de curto prazo; pela outra via, recebem-se os estímulos do público, ouvindo, pesquisando e buscando avaliar como ele processa as mensagens enviadas e o quanto são eficazes.

É preciso utilizar-se dos
veículos de comunicação corretos para transmitir informações ao público consumidor do produto cultural, e que ao mesmo tempo atenda as necessidades dos clientes do seu patrocinador: jornais, revistas, outdoors (quando possível), promoções, internet, rádio, televisão, mídias alternativas, etc.

manter o público e o patrocinador
fiel às próximas produções e sintonizado nelas é um desafio. Utilizando-se canais próprios de comunicação, como um website, orkult, newsletter, é possível manter ambos bem informados. A formação de uma rede de pessoas adeptas do estilo de criação realimenta seu trabalho, além de ser um instrumento fortíssimo de comunicação interpessoal e espontânea, que interessa muito ao patrocinador. Ou seja, é preciso manter vínculos com o patrocinador, agregar valores de interesse mútuo.

o produtor é fundamental para
administrar a burocracia que uma produção cultural exige. Por isso ele deve ter conhecimento de administração, produção, marketing, legislação, finanças e ter vocação socio-artístico-cultural. Ele é responsável pela formulação do projeto nas leis de incentivo, contratos, relatórios, cadastros, prestação de contas, borderô, pós-evento, etc.

 a
imprensa é fundamental no processo de consolidação e ampliação de seu público, o que facilita a captação de recursos. A parceria chamada de assessoria de imprensa busca apoiar o jornalista para a divulgação do produto cultural. São requisitos para o trato com assessoria de imprensa a elaboração de mailing-list, o conhecimento do público alvo, os meios de comunicação para atingi-lo e o conhecimento de prazos. O material para a imprensa deve ser objetivo mas rico em informações, fotos, releases, depoimentos importantes, curiosidades do artista e pode-se promover eventos especiais como entrevistas coletivas.

o processo de
venda do produto cultural passa invariavelmente pela sensibilização do patrocinador à importância de realizar o projeto e pela capacidade do agente cultural de se apresentar como um provedor de soluções. Nesta fase entra em cena o contato pessoal, e o agente cultural deve ter informações relevantes sobre a empresa para propor reunião onde se dará a argumentação e se proporão as metas.

 

tipos de eventos culturais

produção teatral e de shows

festivais de música

atividades educacionais
para empresas e escolas.

fórum das profissões
“o caminho de um profissional decidido” - projeto para alunos acima de 14 anos que esclarece o que são várias profissões e auxilia o jovem a decidir por uma delas, de uma forma lúdica, com apresentação de shows e palestras com professores universitários cujo foco é atingir a linguagem do público adolescente.

 

as leis de incentivo à cultura

lei Rouanet (Lei Federal 8.313)
assinada em 1991, permite às empresas patrocinadoras um abatimento de até 4% no imposto de renda, desde que já disponha de 20% do total já pleiteado. Para ser enquadrado na lei, o projeto precisa passar pela aprovação do Ministério da Cultura, sendo apresentado à Coordenação Geral do Mecenato e Aprovado pela Comissão Nacional de Incentivo à Cultura.

lei do Audiovisual (Lei Federal 8.685)
modificada pela MP 1.515, permite desconto fiscal para quem comprar cotas de filmes em produção. O limite de desconto é de 3% para pessoas jurídicas e de 5% para pessoas físicas, sobre o imposto de Renda.

lei de Incentivo à Cultura / LINC (Lei Estadual SP 8.819/94 e Decreto 40.981/96)
a Linc não é uma lei de incentivo fiscal. Ou seja, os recursos distribuídos através dela não tem nenhuma ligação com impostos, originando-se no orçamento normal da Secretaria de Estado da Cultura. Os projetos concorrem ao financiamento de até 80% do seu custo total. O valor máximo do financiamento é de R$ 200 mil. São aceitos projetos das áreas de distribuição, exibição e reforma e construção de espaços públicos na área audiovisual.

alguns aspectos positivos das leis
fomentam a consolidação de uma marca compromissada com as culturas locais (petrobrás, natura, telemar, vivo).

uma ação cultural patrocinada pode associar-se à criação de novos produtos e campanhas de oportunidade, sendo eficiente para promoções de marca e de venda, utilizando o potencial de mobilização por meio de uma atividade que lhe é simpática.

os agentes culturais passam a entender melhor o significado do marketing e da gestão de negócios para o desenvolvimento do seu produto.

alguns aspectos negativos das leis
os parâmetros para incentivo a projetos culturais têm, na maioria das vezes, levado em conta apenas o aspecto formal da proposta, restringindo-se sobretudo ao orçamento e ao enquadramento do projeto, segundo as leis vigentes, sem levar em conta critérios de conteúdo.

há empresas interessadas
apenas no benefício fiscal e no marketing social.

usualmente utilizadas por fundações e instituições ligadas a
grandes empresas e a nomes consagrados da cultura brasileira, embora válido, tem beneficiado quem menos precisa e concentrado os investimentos na região sudeste do país. Pequenas produções e nomes pouco conhecidos ficam com o patrocínio restrito ou nulo.
 

como se remunera

oferecemos assessoria completa e formatamos projetos nas leis de incentivo Rouanet, Linc e Audiovisual.

não formatamos projetos para VAI e Fomento.

para a elaboração de projetos e sua adequação às leis de incentivo cobra-se valores fixos, dependo do projeto.

para a
captação de recursos cobra-se 20% do valor patrocinado.

para elaboração do projeto, captação de recursos e acompanhamento do processo de produção e pós produção os valores serão negociados.
 

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